O RESULTADO DA CONVERSA ENTRE LUIZIANNE LINS E A VICE-GOVERNADORA IZOLDA CELA

Luizianne manifestou os incômodos e as resistências para manter a aliança com o PDT, e a vice-governadora destacou a importância de que o projeto esteja acima disso, em nome de derrotar o bolsonarismo no Ceará

A ex-prefeita Luizianne Lins (PT) e a vice-governadora Izolda Cela (PDT) se reuniram nesta segunda-feira, 21. Elas se encontraram na sede da vice-governadoria, em frente ao Palácio da Abolição. O encontro havia sido solicitado por Luizianne por intermédio de interlocutores, e as duas marcaram de conversar. Apenas as duas estavam presentes. A conversa durou mais de uma hora.
A conversa passou pela perspectiva iminente de Izolda assumir o governo a partir de abril, com a candidatura do governador Camilo Santana (PT) ao Senado. Falaram de projetos para o Estado, nas ações que têm sido realizadas e, inevitavelmente, a conversa desembocou na discussão das alianças eleitorais.
Conforme O POVO apurou, Luizianne demonstrou boa vontade em relação a Izolda. Deu sinalização de que a respeita e gosta do nome dela. A ex-prefeita de Fortaleza também deixou claras as resistências que tem — notadamente ao ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, um dos mais cotados entre os quatro pré-candidatos pedetistas.

Os outros nomes pedetistas são o deputado federal Mauro Filho e o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, e a própria Izolda. Mauro é apontado como outro que tem mais resistências entre setores petistas, pela proximidade com Ciro Gomes, ao passo que Evandro e Izolda têm mais aceitação.

Luizianne também deixou claras as situações que a incomodam nessa aliança.

Izolda, por sua vez,  reforçou que é importante manter a unidade no Ceará contra o projeto de Jair Bolsonaro (PSL), algo que ela qualificou como muito ruim no Brasil e que tem capilaridade nos estados — no caso, com a pré-candidatura de Capitão Wagner. Ela reforçou a importância de PT e PDT estarem juntos.

A vice-governadora disse a Luizianne que pequenas divergências não podem ficar acima do principal, aquilo que o projeto vem fazendo. Izolda disse entender que há divergências, que há problemas causados pelo tom de voz mais elevado de um ou outro. Porém, pregou que diálogo e respeito mútuo continuem.

Blog do Rosálio Daniel

 

 

 

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