CORONAVÍRUS: VARIANTE ÔMICRON É A NOVA AMEAÇA AO BRASIL E AO MUNDO

No início de 2022, o número diário de casos confirmados de Covid-19 atingiu altas recordes nos Estados Unidos, em partes da Europa e na Austrália. Tudo por causa da variante Ômicron que se disseminou rapidamente, fora de controle, mantendo trabalhadores em casa e provocando temores de novas quarentenas ao redor do mundo.

Quase dois anos depois de a China relatar um foco de casos de “pneumonia viral” na cidade de Wuhan, o coronavírus, que sofre mutações frequentes, está fazendo estragos em muitas partes do mundo e obrigando governos a repensar regras de quarentena e exames.

Embora alguns estudos indiquem que a Ômicron é menos mortal do que algumas de suas antecessoras, a quantidade imensa de pessoas sendo diagnosticadas pode levar os hospitais de alguns países a ficarem sobrecarregados em breve, enquanto negócios podem ter dificuldade para continuar funcionando por causa de empregados submetidos a quarentenas.

França, Reino Unido, Itália, Espanha, Portugal, Grécia e Malta registraram um número recorde de casos novos nas primeiras semanas de janeiro de 2022.

O número médio de casos diários de Covid-19 nos EUA também atingiu uma alta recorde nos últimos dias, de acordo com uma contagem da Reuters.

Na Austrália, as novas infecções diárias dispararam para mais de 18.000, bem acima do recorde anterior de cerca de 11.300 alcançado um dia antes.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que seu país precisa “mudar de marcha” para lidar com laboratórios sobrecarregados que sofrem com longas filas de pessoas e carros em diversas áreas.

Gargalos na infraestrutura de exames também aumentam em países europeus, entre eles a Espanha, onde a procura por exames gratuitos de Covid-19 fornecidos pelo governo regional de Madri superou de longe o suprimento, causando filas grandes diante de farmácias.

Vários governos também estão cada vez mais preocupados com os números imensos de pessoas que são obrigadas a se isolar por terem tido contato com um portador de coronavírus.

NO BRASIL

Com o avanço da variante Ômicron, o Brasil está registrando sucessivos recordes na taxa de transmissão da Covid-19. Na última semana, de 16 a 23 de janeiro, a taxa de contágio chegou a 1.78, o maior valor desde janeiro de 2021. Já a transmissão do novo coronavírus em São Paulo atingiu 1.79, a maior taxa para a capital paulista desde que os dados foram computados. Isso significa que cada 100 pessoas infectadas transmitem a Covid-19 para outras 179.

Os dados são de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que produzem o Info Tracker, responsável por monitorar o avanço e o ritmo de contaminação da doença no país. O matemático e coordenador da plataforma, Wallace Casaca, afirmou em entrevista à CNN nesta quarta-feira (26) que a velocidade de transmissão da variante Ômicron é algo sem precedentes na comunidade científica.

“Nós pesquisadores e toda a comunidade cientifica, até então, nunca tínhamos registrado uma capacidade de disseminação do vírus tal como a Covid na manifestação da Ômicron. Ela realmente consegue extrapolar outras doenças altamente infecciosas como o sarampo”, afirmou.

Blog do Rosálio Daniel

 

 

 

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