VOLKSWAGEN SUSPENDE 1.500 CONTRATOS DE TRABALHO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

Volkswagen estará suspendendo um dos turnos de produção da planta Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP) por conta da crise dos chips que afeta a cadeia de fornecimento mundial.

A informação parte do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que chegou num acordo com a empresa e está explicando a situação aos funcionários. A unidade de São Bernardo é a mais antiga da VW, e ainda hoje uma das maiores fábricas de veículos do Brasil. Nela são feitos o Polo, o Nivus, a Saveiro e o Virtus.

Com o acordo, estará paralisado o turno por tempo indeterminado e 1.500 contratos de trabalho estarão suspensos por até cinco meses.

“A falta dos componentes eletrônicos, além de outras peças do setor automotivo, tornou necessária a utilização do layoff. É fundamental ter essa ferramenta para atravessar períodos de crises como a que estamos vivendo”, destacou o coordenador geral da representação na Volkswagen do Sindicato, José Roberto Nogueira da Silva.

A negociação, segundo o Sindicato, foi uma medida para evitar a demissão em massa na Volkswagen, que se agrava com a falta de investimentos em diversos setores industriais. “Atualmente não temos uma política de desenvolvimento da indústria no setor naval, na linha branca, nos eletrônicos, entre outras”, afirma Silva. “E o setor automotivo, que faz parte dessa cadeia produtiva, vem sofrendo por falta de peças”.

Crise dos chips afeta produção geral da Volkswagen desde maio

Esta não é a primeira vez que a falta de componentes afeta a produção da montadora. Ainda em maio deste ano, a Volkswagen paralisou por 10 dias as atividades em São José dos Pinhais (PR) e Taubaté (SP), por conta da crise dos chips.

No final de junho, outra suspensão: dessa vez, com o complexo Anchieta também se unindo ao expediente paralisado por 10 dias. À época, a empresa havia publicado em nota que não descartava a repetição da medida no futuro. Afirmava: “Novas paralisações não estão descartadas futuramente caso o cenário global de fornecimento de semicondutores permaneça crítico, impactando diretamente as atividades de produção da empresa no Brasil”.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC defende a necessidade de novas políticas públicas no setor:

“Esperamos que logo a produção seja retomada, e a fábrica volte a funcionar normalmente, para que os trabalhadores possam ter tranquilidade. Mas neste momento estamos usando o layoff para evitar uma demissão em massa, sem isso muitos trabalhadores poderiam perder seus empregos”, conclui José Roberto Nogueira da Silva.

A Volkswagen foi procurada e afirma, via porta-voz, que “não confirma neste momento” a informação dada pelo Sindicato. Mas também não nega.

Blog do Rosálio Daniel

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.