ESTUDO DE OXFORD TESTA IVERMECTINA COMO POSSÍVEL TRATAMENTO CONTRA COVID-19

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou que está testando a ivermectina como possível tratamento para a COVID-19. O antiparasitário é base de um estudo apoiado pelo governo inglês que visa auxiliar na recuperação pacientes em contextos não hospitalares.

“O Principle (Princípio) está investigando tratamentos para pessoas com maior risco de doenças graves de COVID-19 que podem acelerar a recuperação, reduzir a gravidade dos sintomas e prevenir a necessidade de internação hospitalar”, destaca a instituição. Já foram recrutados mais de 5.000 voluntários no Reino Unido.

“Com propriedades antivirais conhecidas, a ivermectina demonstrou reduzir a replicação do SARS-CoV-2 em estudos de laboratório. Pequenos estudos-piloto mostram que a administração precoce de ivermectina pode reduzir a carga viral e a duração dos sintomas em alguns pacientes com COVID-19 leve. Embora a ivermectina seja usada rotineiramente em alguns países para tratar COVID-19, há pouca evidência de ensaios clínicos randomizados em grande escala para demonstrar que ela pode acelerar a recuperação da doença ou reduzir a internação hospitalar”, complementa a instituição.

Em sua publicação, Oxford diz que o medicamento é “seguro e de amplo espectro” e amplamente utilizado em todo o mundo para tratar infecções parasitárias.

“A ivermectina está prontamente disponível em todo o mundo, tem sido amplamente utilizada para muitas outras doenças infecciosas, por isso é um medicamento bem conhecido com um bom perfil de segurança e devido aos primeiros resultados promissores em alguns estudos, já está sendo amplamente utilizado para tratar COVID-19 em vários países. Ao incluir a ivermectina em um ensaio de grande escala como Principle, esperamos gerar evidências robustas para determinar a eficácia do tratamento contra COVID-19 e se há benefícios ou danos associados ao seu uso”, avalia Chris Butler, professor do Departamento de Ciências da Saúde de Atenção Primária de Nuffield da Universidade de Oxford e investigador-chefe adjunto do estudo Principle.

O estudo

Após um questionário de triagem para confirmar a elegibilidade, os participantes inscritos no estudo serão aleatoriamente designados para receber um curso de três dias de tratamento com ivermectina. “Eles serão acompanhados por 28 dias e serão comparados com participantes que foram designados para receber apenas o padrão usual de cuidados do NHS (National Institute for Health Research)”, pontua Oxford.

Pessoas com idade entre 18 e 64 anos com certas condições de saúde subjacentes ou falta de ar devido ao COVID-19, ou com idade acima de 65 anos, são elegíveis para participar do estudo nos primeiros 14 dias após apresentarem os sintomas do COVID-19 ou receberem um teste positivo.

Pessoas com doença hepática grave, que estejam tomando o medicamento para afinar o sangue varfarina, ou tomando outros tratamentos com interação conhecida com a ivermectina, serão excluídas.

Blog do Rosálio Daniel – Focus

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