SAIBA MAIS SOBRE O VÍRUS QUE JÁ MATOU 9 PESSOAS E ESTÁ SE ESPALHANDO PELO MUNDO

Na China, as vendas de carne de animais recém-abatidos e não embalada se tornaram foco de uma investigação sobre um surto de um vírus pulmonar potencialmente fatal.

Seis pessoas morreram e quase 300 foram infectadas, incluindo 15 profissionais médicos. O novo vírus é primo do que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave, ou SARS, que matou quase 800 pessoas há 17 anos.

É mais uma ameaça ao crescimento global, na medida em que representa um forte elemento de incerteza particularmente na China, segunda maior potência econômica.

Chamado de 2019-nCov, o novo coronavírus foi encontrado pela primeira vez em pessoas que compraram ou trabalharam no mercado da cidade central de Wuhan. O patógeno pode ter sido transmitido aos humanos a partir de animais vivos vendidos no local.

Marco zero para infecções

Sessenta anos após a pandemia da gripe asiática e quase duas décadas após a SARS, a China continua sendo o marco zero para o surgimento de muitas novas infecções perigosas. Mercados de produtos frescos, onde consumidores se misturam em espaços estreitos com aves vivas e cobras, são vistos como uma das principais razões.

A China fez progressos no monitoramento e na detecção de doenças infecciosas desde a SARS e reforçou controles sobre a venda de animais exóticos, considerados nutritivos em algumas partes do país. Mas os mercados, que oferecem condições que podem desencadear contágios potencialmente fatais, continuam populares e são uma parte central da vida em muitas cidades da Ásia.

“As galinhas recém-mortas são muito melhores do que a carne congelada nos supermercados se você quiser fazer uma canja perfeita”, disse Ran, que não quis informar o nome completo. “O sabor é mais rico.”

A preferência por carne in natura de animais que não foram colocados em quarentena de forma apropriada ou selvagens “torna a China suscetível ao risco de novos surtos de vírus por meio do contato próximo de animais e humanos”, disse Wang Yuedan, professor de imunologia da Escola de Ciências Médicas Básicas da Universidade de Pequim. “O mesmo se aplica ao ebola, que surgiu como resultado do consumo de animais da floresta na África.”

Risco de propagação

De acordo com a imprensa americana, um viajante da China foi diagnosticado após desembarcar em Seattle, cidade dos EUA no estado de Washington, no último dia 15. A identidade dele está sendo preservada pelas autoridades de saúde do país, mas o Hora 1 informou que a vítima tem cerca de 30 anos, é um homem e está sendo mantido isolado em um hospital.

Chamado de 2019-nCoV, o coronavírus causa febre, tosse, falta de ar e dificuldade em respirar. É um tipo de pneumonia que é transmitida de pessoa para pessoa.

Parece ser uma nova cepa de um coronavírus que não havia sido previamente identificado em humanos — coronavírus são uma ampla família de vírus, mas poucos deles são capaz de infectar pessoas.

Com o crescente número de novos casos chineses e infecções registradas na Tailândia, no Japão e na Coreia do Sul, crescem os temores de que a propagação se intensifique à medida que centenas de milhões de chineses viajam para o feriado da Festa da Primavera desta semana. Os mercados de alimentos lotam frequentemente com a maior demanda por carne fresca para os luxuosos banquetes que marcam o início do Ano Novo Lunar.

É também uma estação de pico para cidadãos chineses, pois a semana inteira de feriados permite viagens ao exterior. Aeroportos de todo o mundo adotaram medidas para monitorar sintomas como febre e tosse em passageiros.

Blog do Rosálio Daniel – G1.com/6 min

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